sábado, 19 de janeiro de 2008


"Samba em Prelúdio" - Vinicius de Moraes
Composição: Baden Powell e Vinícius de Moraes

Eu sem você não tenho porque,
porque sem você não sei nem chorar
Sou chama sem luz
jardim sem luar,
luar sem amor,
amor sem se dar
E eu sem você sou só desamor
um barco sem mar
um campo sem flor
Tristeza que vai
tristeza que vem
Sem você meu amor eu não sou ninguém
Ah! que saudade
que vontade de ver renascer nossa vida
Volta querido os meus braços precisam dos teus
Teus abraços precisam dos meus,
Estou tão sozinha tenho os olhos cansados de olhar para o além
Vem ver a vida
Sem você meu amor eu não sou ninguém

Saudade!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Eu sou uma Dália!


...Da assussena, violeta, flor de lís

Flor de lótus, flor de cactos,
Flor do pé de buriti

Dália, papoula, crisântemo

Sonho maneiro, sereno, fulô do mandacaru

Fulô do marmeleiro, fulô de catingueira

Fulô de laranjeira, fulô de jatobá

Das imburanas, baraúnas, pé de cana

Xique-xique, mel da cana, cana do canavial

Vem me dar um mel que eu quero me lambuzar...
Meu amor, com você eu sou feliz!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Um bom filme, os pensamentos sonoros e euvocê...



Non, Je Ne Regrette Rien


Non, Je Ne Regrette Rien - Não, Eu Não Lamento Nada
Non, rien de rien - não, nada de nada
Non, je ne regrette rien - não, eu não lamento nada
Ni le bien qu'on m'a fait - nem o bem que me fez
Ni le mal, tout ça m'est égal - nem a dor, tudo aquilo
sou eu mesmo
Non, rien de rien - não, nada de nada
Non, je ne regrette rien - não, eu não lamento nada
C'est payé, balayé, oublié - nem o bem que está
acabado e esquecido
Je me fout du passé - eu tiro sarro do passado
Avec mes souvenirs - com minhas recordações
J'ai allumé le feu - eu acendi o fogo
Mes chagrins, mes plaisirs - minhas aflições, meus
prazeres
Je n'ai plus besoin d'eux - eu não os preciso mais
Balayés mes amours - meus amores idos
Avec leurs trémolos
- com seus tremores
Balayés pour toujours - sempre esquecidos
Je repars a zéro - Eu parto com nada
Non, rien de rien - não, nada de nada
Non, je ne regrette rien - não, eu não lamento nada
Ni le bien qu'on m'a fait - nem o bem que me fez
Ni le mal, tout ça m'est bien egál - nem a dor, tudo
aquilo eu sou
Non, rien de rien - não, nada de nada
Non, je ne regrette rien - não, eu não lamento nada
Car ma vie, car mes joies - porque minha vida, minhas
alegrias
Pour aujourd'hui - para hoje
Ça commence avec toi - começam com você

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Estrofe Derradeira


JULIETA - Ai de mim, meu esposo, senhor, amado, amigo

Vais embora
Manda notícias sempre e a toda hora,

pois um minuto só na tua ausência,

há dias e mais dias de existência.

Crês que algum dia ainda nos veremos?


ROMEU - Sim, sim! E tudo que hoje sofremos

Essa tristeza, essa amargura,

serão nosso assunto em conversas futuras.


JULIETA - Oh! Meu Deus! Tenho na alma um mal presentimento

ou meu olhar me engana ou estás pálido?


ROMEU - Se teus olhos me vêem assim,

Assim te vêem os meus.

É a dor que bebe o nosso sangue,

Adeus!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Eu me entrego ao som de Mercedes Sosa...


Alfonsina Y El mar

(estou ouvindo esta música no chão próximo a um piano, depois do Raio da Manhã num apartamento desconhecido...)

Por la blanda arena
Que lame el mar
Su pequeña huella
No vuelve más
Un sendero solo
De pena y silencio llegó
Hasta el agua profunda
Un sendero solo
De penas mudas llegó
Hasta la espuma.
Sabe Dios qué angustia
Te acompañó
Qué dolores viejos
Calló tu voz
Para recostarte
Arrullada en el canto
De las caracolas marinas
La canción que canta
En el fondo oscuro del mar
La caracola.
Te vas Alfonsina
Con tu soledad
¿Qué poemas nuevosFuíste a buscar?
Una voz antigüa
De viento y de sal
Te requiebra el alma
Y la está llevando
Y te vas hacia allá
Como en sueños
Dormida, Alfonsina
Vestida de mar.
Cinco sirenitas
Te llevarán
Por caminos de algas
Y de coral
Y fosforescentes
Caballos marinos harán
Una ronda a tu lado
Y los habitantes
Del agua van a jugar
Pronto a tu lado.
Bájame la lámpara
Un poco más
Déjame que duermaNodriza, en paz
Y si llama él
No le digas que estoy, dile que,Alfonsina no vuelve
Y si llama él
No le digas nunca que estoy
Di que me he ido.
Te vas Alfonsina
Con tu soledad
¿Qué poemas nuevos Fueste a buscar?
Una voz antigüa
De viento y de sal
Te requiebra el alma
Y la está llevando
Y te vas hacia allá
Como en sueños
Dormida, AlfonsinaVestida de mar.

Y se llama él, di que me he ido...

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

FLORbela Espanca de novo...

EU

"Até agora eu não me conhecia
Julgava que era eu e eu não era
Aquela que em meus versos descrevera
Tão clara como a fonte e como o dia
Mas que eu não era
Eu não sabia
E, mesmo que o soubesse, o que não dissera...
Olhos fitos em rútila quimera
Andava atrás de mim...e não me via!
Andava a procurar-me pobre louca!
E achei o meu olhar no teu olhar, e minha boca sobre a tua boca!
E esta ânsia de viver, que nada acalma,
É a chama da tua alma a esbrasear
As apagadas cinzas da minha alma!"Charneca em Flor - Florbela Espanca.

"Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz foi pra cantar" - Florbela Espanca